Tuesday, May 11, 2010

Valentine's Day / O Dia dos Namorados (2010)


Parece-me importante ter sempre, como recurso, um filme para ver numa altura em que não nos apetece pensar absolutamente nada. Não estendo estas considerações ao intelectualismo com que nos brinda Lars Von Trier, não vou tão longe. Falo daqueles momentos em que nem nos apetece fazer associações e descobertas mirabolantes, num thriller qualquer, de que nos orgulhamos nos dias seguintes. Este filme é paradigmático para esses momentos.
O recheio do bolo é especializado na categoria "le romance": Ashton Kutcher (para mim, como já dei a entender há uns tempos, o pai deles todos), Jessica Alba, Julia Roberts (e para este trouxe a irmã, Emma Roberts), os Gray's Patrick Dempsey e Eric Dane (Dr. Shepherd e Dr. Sloan, respectivamente), Taylor Lautner (Jacob, da saga Twilight), entre outros.

A história: super previsível (claro que não esperava que a personagem de Julia Roberts fosse ter com o filho, mas era óbvio que não ia ter com um homem; única surpresa foi a homossexualidade do seu companheiro de avião) e muito pouco aliciante para um dia normal. Namora, não namora; casa, não casa; ama, não ama; destino, não destino; felizes para sempre. Bla, bla bla. Mas é a tal coisa: parece-me adequado para ir ver com a namorada, do tal dia.

É um filme que não vou esquecer (nem ia, já que vai passar a dar na TVI várias vezes por ano): é, para mim, o grande bastião dos "filmes de domingo à tarde".

Monday, May 10, 2010

EM PRODUÇÃO: Men in Black III

Em 1997, a partir de uma banda desenhada pouco conhecida (de Lowell Cunningham), surge um inesperado sucesso de bilheteira com o diferente e divertido: "Men in Black". O que dizer de uma polícia altamente avançada, equipada com tudo o que se pode e não pode imaginar no que toca a apetrechos tecnológicos, que reserva para si a (banal) tarefa de lidar com os conflitos que envolvem extra-terrestres - muito especialmente se se tratarem de extra-terrestres terroristas ? Relativamente surreal. K (Tommy Lee Jones), um dos agentes da organização top-secret, recruta James Edwards (Will Smith), agente da N.Y.P.D, que passa a ser J, e juntos (agora sim, nos seus fatos e óculos escuros, "os homens de negro") têm de impedir uma catástrofe intergaláctica.

Em 2002, um grande inimigo nosso de outro planeta resolveu fazer o obséquio de nova visita. J, sentado à secretária, está por si só e consigo mesmo, apenas. Só tem uma coisa a fazer: procurar K e restaurar-lhe a memória de agente MIB, depois de esta lhe ter sido apagada, processo obrigatório antes da reforma de um agente.

Bem, e agora ? Eis que em 2012, pela terceira vez com Barry Sonnenfeld no volante da nave da direcção do projecto, com Etan Coen no guião (não confundir com Ethan Coen) e com Smith, Lee Jones e ainda Josh Brolin (no papel de young K), os MIB vão dar umas voltas no tempo, indo até 1969, aquando dos primeiros contactos de K com os extra-terrestres.

No fundo, vai ser quase como que uma prequela, já que anda agora na moda. Nunca vai ser bem aceite pela crítica, digo eu, e corre os inevitáveis riscos que correm e cumprem quase sempre todas as continuações não planeadas de sucessos de bilheteira. Mas acredito que me entretenha. Lá estarei.

Sunday, May 9, 2010

The Silence of the Lambs (1991)

É o segundo filme de Jonathan Demme a entrar para a conta dos meus favoritos (o outro é "Philadelphia"). Sem cerimónia: mais um clássico.

Clarice Starling (Jodie Foster) é uma promissora estudante na Academia do FBI, recrutada como último recurso para se bater numa luta psicológica com Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), um serial killer encarcerado a sete chaves, por forma a desvendar a identidade de outro serial killer (Buffalo Bill, por Ted Levine). O brilhante psiquiatra, preso por canibalismo, acaba por engraçar com Clarice, estabelecendo uma peculiar relação de confiança (alicerçada no famoso quid pro quo - "I tell you things, you tell me things") e, por entre uma miríade de fantásticos e profundos diálogos, revelações extremamente subtis mas totalmente verosímeis vão surgindo, num delicioso acumular de tensão, que culmina no confronto final entre a agente e o criminoso, às escuras. Um final aberto, que deixava antever um segundo filme, que acabou por chegar 10 anos depois (contando com uma prequela, em 2002, "Red Dragon", e uma prequela da prequela em 2007, "Hannibal Rising"): "Hannibal".

Um bom thriller. O "excelente" não o retiro tanto da estória, mas sim dos diálogos, de toda a interacção e tensão psicológica que envolve os personagens principais e a construção dos mesmos (com grande contributo das prestações de Hopkins e Foster).

Uma vénia para o título, o qual se acaba por inferir de mais um (dois, aliás) brilhante momento em que Lecter perscruta a vida pessoal da jovem Starling.

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Friday, May 7, 2010

Harwood vai escrever guião sobre Martin Luther King Jr.


Ronald Harwood, vencedor do Óscar da Academia para melhor guião adaptado com The Pianist, foi contratado pela DreamWorks Studios para escrever uma história, em jeito de biografia, sobre o bastião dos direitos civis dos negros: Martin Luther King, Jr. O aclamado guionista já escreveu tantos outros filmes que passaram em Portugal, como Oliver Twist, Love in the time of Cholera, The Diving Bell and the Butterfly (valheu-lhe nomeação para Óscar) ou Australia.