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Tuesday, May 10, 2011

Aronofsky, Allen, Anderson e Tarantino

Algumas notícias sobre os próximos projectos destes quatro fabulosos realizadores.

Darren Aronofsky poderá estar na calha para trabalhar Human Nature, um guião de Jack Welsh, que já está no mercado há 15 anos, um sci-fi que conta a história de um homem congelado durante muitos anos, que, ao acordar, descobre que a raça humana passou a ser domesticada por outra espécie. George Clooney é o nome falado para interpretar a personagem principal e Akiva Goldsman (I Am Legend) pode produzir.

Woody Allen, outrora constante presença no elenco dos seus próprios filmes (imortalizando personagens como Alvy Singer) volta a participar como actor, em Midnight in Paris. Melhor do que isso será a dupla que formará, com o magnífico Roberto Benigni, já confirmado.

De Paul Thomas Anderson,várias coisas. A primeira é a de que o realizador poderá filmar Inherent Vice, a adaptação de Thomas Pynchon, no formato de 65mm, o mesmo utilizado por Stanley Kubrick em 2001: Space Odyssey. A segunda é a de que Joaquin Phoenix já está confirmado para trabalhar em The Master, como um alcoólico sem paradeiro que se torna o braço direito do criador de um novo sistema de crenças. Este, interpretado por Philip Seymor Hoffman, seria, nas primeiras versões do guião, o criador da Cientologia. Ao que parece, houve uma alteração no rumo e agora tratar-se-à de um homem que tenta lidar com os horrores da II Guerra Mundial e, para isso, cria algo semelhante a uma religião, que conectará as pessoas com as almas de quem já passou para o outro lado. As rodagens do filme devem recomeçar em Junho.

Por fim, os direitos de distribuição internacional de Django Unchained foram vendidos à Sony Enterteinment, graças à relação que a companhia mantém com o actor Will Smith, o que confirma a preferência de Tarantino para o papel principal do filme.

Friday, September 17, 2010

Joaquin Phoenix e Casey Affleck: GENIAL ?

Sem tempo para escrever, cito um artigo da SAPO Cinema:

"Em entrevista New York Times, Affleck reconheceu que «I'm Still Here» não é o retrato cru e doloroso da realidade que fingia ser, ao acompanhar a vida de Phoenix durante um período de dois anos.

"É uma actuação sensacional. É a performance da carreira dele", disse o actor e realizador irmão Ben Affleck.

As cenas em que Phoenix aparece a consumir drogas e a fazer sexo com prostitutas, apresentadas como um vídeo caseiro feito por parentes do actor, não eram situações reais. "Filmámos aquilo várias vezes, eram actuações", contou Affleck.

Até mesmo a polémica participação de Joaquin Phoenix no programa de David Letterman, em 2009, não foi o que pareceu. Letterman não sabia, mas o actor, que agiu de maneira atípica durante a entrevista, estava a encenar para o "documentário".

Affleck apresentou o filme no Festival de Veneza, no início de Setembro, como um documentário "resoluto".

Durante os 18 meses de filmagem, Phoenix "jamais se deixou intimidar e permitiu-me ver todos os aspectos da sua personalidade", descreveu Affleck.

O realizador e o actor são cunhados.

"Nunca tentei enganar ninguém. A ideia de uma, abre aspas, brincadeira, fecha aspas, nunca me passou pela cabeça", destacou."

Saturday, September 11, 2010

Os melhores das décadas, 2000: Gladiator


Não me importo rigorosamente nada com vozes que bramem com a mais mortífera convicção de que Gladiador não passa de um aglomerado de texto previsível, fantasia e pseudo-comoção hollywoodesca, produzida, mecanicamente, em massa. Aliás, não concordo com isso. Não o classifico sequer como guilty pleasure, porque esses são aqueles filmes provavelmente maus, nomeadamente para a visão da generalidade da crítica, e dos quais gostamos sem saber bem porquê. Deste eu gosto, gosto muito, e sei bem porquê.
A fiabilidade histórica pura e simplesmente não existe, algo que não vejo como um erro de percurso, como uma desgraçada falta de preparação ou uma tentativa barata de ganhar uns trocos. O que Ridley Scott aqui faz é, partindo de outro épico, "Spartacus" (dir., Kubrick), criar uma estória com estrutura e conteúdo quase matematicamente clássicos, elevados a uma emotividade e magnanimidade envolventes e inspiradoras para os sentidos, mais do que para o intelecto. Maximus é, no fundo, um héroi literal, oposto a um anti-herói literal (os heróis não se fazem a eles; fá-los o povo, e, aqui, as pessoas do Coliseu falam por si), com objectivos e conflitos claríssimos e temporalmente distanciados de forma minuciosa, de uma calculabilidade de argumento tão evidente que, por paradoxal que seja, não consegue deixar de me envolver. É a genuína estória do bom contra o mau, contada com o recurso a uma civilização e cultura belíssimas, a uma fotografia muito bonita e a uma banda sonora incrivelmente bem conseguida, tornando não só aceitável como também necessárias as referências à afterlife.