
A ausência das minhas resenhas a filmes não se deve a particular preguiça ou desencanto, ou não fossem os meus passeios minimamente frequentes pela restante blogosfera. Estou simplesmente à espera da entrada no novo ano de 2011 para poder entrar com novos temas, novas rubricas e começar, a partir daí, a recuperar alguma regularidade - que já comecei a tentar apanhar com aquela bela cena de "Professione: reporter", de Antonioni. E, porém, ontem fiquei demasiado desiludido com um filme para poder deixar passar em branco (e eu sei que vou ser intelectualmente espancado pela maior parte de vocês, pelas linhas em que discorro abaixo).
My Own Private Idaho parte de uma boa ideia: dois pequenos hustlers, prostitutos aparentemente homossexuais e meio vagabundos, partem numa viagem até à Europa que, mais do que uma descoberta turística, deverá ser uma descoberta de identidade pessoal. Mas isto é algo que sei depois de ter pesquisado sobre a concepção da obra e sobre as intenções do realizador para o qual, desde logo, é preciso ter um gosto especial. Parte da confusão com que cheguei ao fim do filme, foi não saber se tinha gostado ou não e não saber se tinha percebido ou não - eis que conclui que nada mais foi do que engenho do próprio Gus Van Sant, que com uma estética belíssima, quase transforma um argumento insuficiente num bom filme.
Na verdade, aquilo a que assisti durante 100 minutos foram três histórias, que partem e terminam no mesmo ponto, cada uma tomando o seu caminho no meio: a de Mike, pobre, claramente um prostituto homossexual; a de Scott, rico mas rebelde, prostituto sim, orientação sexual, não sei; e Bob, uma espécie de manda-chuva das ruas (reconheço que autonomização desta personagem, sem qualquer dúvida menor, pode ser controversa). E o problema é o facto de tudo estar associado de forma pouco clara. Não há sentido na preocupação repentina que Mike sente pela mãe, que parece ir definir toda a sua vida, e que volta a perder importância; não há sentido na revolta que Scott sente em relação ao pai, que ora soa indignada ora soa brincalhona, não há sentido que a sua descoberta pessoal seja passar de um prostituto gay que recusa a herança do pai para um senhor rico que encontrou o amor e abandona o seu melhor amigo. Não há sentido naquela reunião entre a malta da rua, em que é impossível perceber qualquer relação entre todos eles, passada ou presente. É chegar ao fim e não saber sobre quem ou sobre o que foi o filme.
Enfim, confuso e mal associado. Gostei imenso da introdução da narcolepsia, fazendo com que o personagem pura e simplesmente falhe os momentos mais importantes do filme. Por aí acredito que se pudesse ter feito uma grande história. Um rapaz que procura a sua identidade mas que a falha sempre que se vai revelar, continuando a viver em sonhos e nostalgias passadas ou inexistentes, sujeito à selvajaria dos que ficam para o ver cair. Mas isso seria desenvolver bem o projecto. Não sei, talvez tenha sido por, de repente, ter decidido misturar três argumentos diferentes que estava a trabalhar.Deixo um apelo aos leitores, que é explicarem-me o que é o tema deste filme ao certo e mostrarem em que é o filme transmite essa mensagem. Porque eu, infelizmente, não percebi ao certo. Mas de resto, como disse, é Van Sant ao comando do visual e basta lembrar-me das cenas de sexo para não ter dúvidas de que há ali uma sensibilidade extraordinária.
Não te preocupes que não vou começar a chacinar-te eheh :P
ReplyDeleteApesar de discordar de ti em muitas coisas, como vou poder justificar a seguir, acho que fizeste uma boa aposta em ver este A Caminho de Idaho. Quando o vi pela primeira vez também tive essa noção, se tinha ou não gostado (e fiquei um pouco desiludido), mas, depois revi-o e apreciei muito mais o segundo visionamento.
Gus Van Sant toca, de tudo um pouco, nos assuntos que gosta de tratar na sua filmografia - a sexualidade, o crescimento pessoal, o isolamento do colectivo. Este terceiro, que podemos ver em tantos filmes dele (Mala Noche, Gerry, Elephant, Last Days e até o Milk, na medida em que era um outsider), está plenamente presente neste MOPI, porque se relaciona com um outro tema, que para mim é maior e mais bem tratado, que é o problema da definição ou descoberta de uma identidade. Se fosse a escolher, assim, um tema, era este. Não admira assim que "Mala Noche", o primeiro dele, abra o "caminho" do realizador com uma estrada e um relacionamento amoroso entre um homem e outro, que é estrangeiro. Mas não vejas o filme, que não vais gostar nem vale a pena. Só disse isso para te dizer que, para além das metáforas visuais de que a própria estética lânguida do filme é composta, o realizador propõe-se a tratar os vagabundos, os que estão fora da margem social - daí a existência daquele grupo, a droga, a prostituição, a narcolepsia (este elemento confere, na minha opinião, ao filme uma poderosa carga onírica). É-lhes, a todos, ausente uma aceitação - da sociedade e dos sentimentos que nutrem uns pelos outros. Daí que o argumento de Van Sant se mostra ora esperançoso pela união e pela compreensão desse isolamento quando põe o protagonista a apaixonar-se pelo Keanu, ora descrente, porque trata o amor não correspondido. E, nisso, o filme ganha muito.
Acho que a história tem o tom certo e é bem contada. Mas é fechada nos sentimentos, tem uma linha que podes considerar um pouco incoerente, mas, no meu entender, não haveria outra forma de a contar.
Abraço
I'm a connoisseur of roads.
ReplyDeleteI've been tasting roads my whole life.
This road will never end.
It probably goes all around the world.
Penso que este excerto, proferido pelo próprio Mike, é bastante elucidativo. O tema do filme é a estrada, a busca de sentido. O filme é sobre essa procura: na profissão, no amor... há um vazio interior em Mike e ele, mais ou menos ao sabor do vento, procura-o. Não teve uma infância feliz, é evidente, teve-a traumática. A sua adolescência e juventude (tema nuclear em Gus Van Sant) é pois marcada pela alienação, fantasma dessa carência de afectos que sempre baseou e cimentou a sua personalidade.
Fiquei contente por ver aqui partilhadas algumas considerações sobre aquele que é um dos mais esquecidos grandes filmes dos anos 90.
Estou inteiramente disponível para discutir o filme contigo ;)
Cumps.
Roberto Simões
» CINEROAD - A Estrada do Cinema «
Eu tb nao entedi este filme
ReplyDelete(SEGUE EM VÁRIAS PARTES)
ReplyDeleteGONGA: Sê bem-vindo ao A Gente Não Vê e obrigado pelo teu comentário.
FLÁVIO e ROBERTO,
Já que responderam no mesmo sentido e de forma parecida, permitam-me que responda aos dois de uma vez (separo só os pedaços de opinião que eu ache que são pessoais a cada um de vocês). Se sentirem que vos estou a atribuir considerações que não proferem, digam-mo mas não levem a mal.
A vosso ver, GVS trata: 1) sexualidade (Flávio) e amor (Roberto); 2) crescimento e descoberta pessoal; 3) isolamento colectivo
Para isso, constrói um argumento à volta de: 1) vagabundagem; 2) prostituição; 3) drogas; 4) narcolepsia; 5) uma relação amorosa intermitente entre duas personagens principais (Flávio); 6) infância e juventude carentes de afecto, traumáticas (Roberto).
Agora, avanço que conheço pouco a filmografia do autor, bem como os temas que lhe são mais caros, apesar de ter mais ou menos uma noção, precisamente na linha do que disse o Flávio. E, no entanto, embora o background de do autor de cada filme e toda a sua aura de identidade artística seja importante e ajude a compreender toda e cada obra individualmente, acho que cada filme tem de valer por si; tem de ser absolutamente auto-explicativo. O resto, vem por benéfico acrescento. Nestes termos, peço que nos tentemos cingir a este filme, em particular.
E começo com a estruturação do meu raciocínio ao contrário do que fiz com o vosso.
GVS constrói um argumento à volta de:
1) Uma relação de amizade entre dois prostitutos homossexuais - o principal fio condutor do filme, a relação amorosa intermitente do Flávio, que ele entende ser um refúgio e depois uma inevitabilidade da solidão. Sabemos que eles são prostitutos ? Sim, vemo-los em actividade. Sabemos que são homossexuais ? Sim, vemo-los em actividade. Sabemos que são amigos ? Sim, vemos várias interacções entre eles. Parece uma relação coerente e forte, que promete levar a história a bom porto. Tematicamente, isto leva-nos a: AMOR vs SOLIDÃO (um amor a vários níveis, da amizade à paixão); DRAMAS DE SEXUALIDADE PARTILHADOS. Até que o Scott se apaixona, de repente, por uma rapariga e se vai embora para sempre (emocionalmente). Problemas que encontro: é uma viragem demasiado brusca, apressada, de quem queria dizer muita coisa mas não tinha tempo para isso; para mim, isto não contribui para a inevitabilidade do destino de Mike, que acaba em pior estado do que o amigo, mas antes para a descredibilização de toda a relação que passaram, tornando a sua construção, a nível de argumento, um pouco amadora. Deixo de sentir os temas que referi: a forma como se despedem torna-os irrelevantes um em relação ao outro; a heterossexualidade repentina de Scott torna-o mentiroso, hipócrita, porque não se foi descobrindo, mas acordou um dia e decidiu - não houve drama da descoberta.
Falha: o vosso tema de descoberta da sexualidade e do amor.
2) Ele são vagabundos. Não só os dois mas um grupo grande. Tematicamente, isto leva-nos mais à frente do que se propunha a levar o tópico anterior, se resultasse: AMOR vs SOLIDÃO EM RELAÇÃO À SOCIEDADE (outsiders) + PROBLEMAS INFÂNCIA/JUVENTUDE. Tudo podia ficar bem retratado com os seus "dormitórios", com o assalto e a partida, com a rusga da polícia "per se", com um consumozito de droga, com a partilha de experiências com alguns dos outros rapazes, com a introdução da metáfora para a figura paternal falhada e propulsora daquela miséria (Bob). Porém, falha. Perdemos aqui muito tempo com histórias e relatos demasiado extensos dos outros rapazes, sem que fosse necessário tanto para os percebermos - tempo que tinha sido muito útil noutras questões. Temos o motivo da rusga da polícia que se alia à figura do Bob: se Mike é pobre e orfão, Scott é rico e apenas rebelde. E no entanto, é uma rebeldia com prazo. O pai dele está perto dele e todos sabem onde ele está mas de repente ninguém sabe e ele anda a fugir. E Bob parece vir a ser punido por eles, pelo estado em que os deixou, e depois é integrado como se tivesse simplesmente ido às compras. Uma vez mais, creio que GVS tentou fazer aqui muita coisa e, com isso, descredibilizou os seus resultados, numa confusão de demasiado. Torna-se impossível perceber a relação dos rapazes em relação à sociedade e em relação à família e não percebo se tiveram problemas de infância ou não: são assim porque querem; estão naquela posição porque querem ? Por vezes parece que sim, outras parece que não.
ReplyDeleteFalha: o vosso tema do isolamento da sociedade e parte da sua descoberta da identidade pessoal.
3) Uma viagem. Há uma viagem que é feita e que consiste na metáfora para a (tema) JORNADA DE DESCOBERTA, CRESCIMENTO, que partiria do tal isolamento da sociedade e da paternidade, da tal tentativa de refúgio no amor e na sexualidade incógnita, que, no entanto, falharam. A viagem surge de repente e quebra o ritmo da narrativa. De repente, quer ir ver a mãe e o irmão. Há uma tentativa de descoberta, mas again, é forçado. Saltam de sítio em sítio, perdendo tempo com uns casos carnais que pouco contribuem para o que quer que seja (era algo que já nos tinha sido introduzido, seriam temas que, com o tempo gasto aqui, teriam sido bem desenvolvidos antes e teriam ficado bem cimentados). Não digo que não acontecesse, mas que contribuisse para a progressão da jornada, o que não acontece. A mãe anda de um lado para o outro, o que introduz uma boa peça de tema, A INEVITABILIDADE DA SOLIDÃO, DA PROCURA ETERNA. Porém, sendo este o grande pano de background de todo o propósito da história (uma estrada), só resultaria se os outros dois resultassem. Por exemplo, a partir do momento em que o a personagem de Scott perde dramatismo, simbolismo e coerência ao não se saber a sua relação com ninguém (sociedade, pai, homens e mulheres), a viagem está a ser meramente material, pois quando chegamos ao destino, nada do que está para trás fez sentido.
4) Narcolepsia. Já falei dela no próprio artigo, teria sido uma magistral metáfora; aliás, ainda o consegue ser. Mas perde o potencial por tudo resto.
Peço desculpa se me alonguei. Ainda queria escrever mais ou, pelo menos, rever. Mas é tarde. É complicado tratar um filme tão complexo. Abraço.
Tudo isto mete medo!
ReplyDeleteAprecio o esforço da tua resposta, metódica e estruturada quanto baste, no entanto tenho as minhas dúvidas se foi prática e eficaz na abordagem às questões aqui lançadas.
ReplyDelete1. O filme trata o amor e a sexualidade e não só o amor.
2. "Para isso constrói..." O autor não constrói um filme de forma x ou y para abordar determinado tema. Duvido muito que a génese criativa se possa resumir de forma tão simples e redutora.
3. Cada objecto artístico vale por si, evidentemente, mas quando estamos no domínio autoral não devemos esquecer que todos os títulos da uma obra estabelecem um inter-diálogo entre si, completando-se como um todo. É o caso da poética de um poeta ou o caso de Gus Van Sant. Se olharmos para a sua obra como um todo, partilharemos certamente uma visão mais aprofundada sobre os temas reincidentes.
4. Relação Mike-Scott: não entendo porque entendes a paixão de Scott pela rapariga como uma "viragem demasiado brusca". Primeiro, porque sempre foi evidente que era Mike o apaixonado. Scott nem tanto. Depois, Scott é um impulsivo (atitude tão frequente na juventude). E o jovens são assim: quando pretendem viver a sua vida ao máximo, o destino pode encontrar uma nova estrada todos os dias. Dizes acima que sabes que são homossexuais porque os vês em actividade. É óbvio que ver alguém em actividade, por si só, não basta para traçar o perfil e a personalidade de alguém. Fossem as coisas tão simples. Assim sendo, como poderia Scott ser homossexual e de seguida partir para Itália com uma rapariga? Ficará, certamente, alguma pergunta por responder. "Heterossexualidade repentina"? Claro que não. Não percebo porque dizes que falha o tema. O amor pode não ter sucesso, entre os dois, mas não é isso que inviabiliza o tema.
5. Os restantes pontos do teu segundo comentário são uma posição pessoal. Não a partilho e não concordo com ela. Ainda hás-de rever o filme e apreciá-lo de outra forma ;) Na minha opinião preocupas-te demasiado em aprovar ou reprovar as escolhas do realizador, em determinar as falhas, quando aquilo que o filme continua para ti é um grande mistério. O que só poderá querer dizer uma coisa. Está por redescobrir ;)
Cumps.
Roberto Simões
» CINEROAD - A Estrada do Cinema «
Espero que recebas mentalmente e fisicamente a bitchslap que te envio deste lado do ecrã.
ReplyDeleteUma vez mais aquilo que me irrita sobre gente que gosta de fazer crítica de cinema é que parece existir uma constante necessidade de desconstruir e análisar a coisa de uma ponta à outra. Vou ser sincera, eu não li nenhum dos comentários acima e muito francamente não me interessam. O facto de ser difícil verbalisar o que quer que seja sobre este filme é maravilhoso, e torna todas as opiniões ligeiramente cómicas xD
Enfim. Se existisse um tema concreto para este filme eu talvez concordasse com a coisa da "viagem" "jornada" o que seja. Mas a verdade é que este filme não é uma jornada, e nao é uma viagem e não é coisa nenhuma. É, na minha opinião, uma filme extremamente performativo, que vive da performance do River Phoenix, e que nos leva por todas as experiências e emoções do Mike na sua luta pela sobrevivência. Não há uma conclusão e não há um objectivo a atingir. Existe apenas o pobre coitado do Mike que vive uma vida de merda e que simplesmente não consegue escapar daquilo que é e daquilo em que se tornou. Nada evoluí porque tudo é vago, desde os sentimentos dele às suas acções. O moço vive envolto de sonhos narcopléticos e de fantasmas do passado que nao fazem sentido. Há um tom de desespero por tudo quanto é lado e uma pessoa acaba de ver o filme sentindo-se revoltada com o mundo.
Resumindo. Isto é um filme para experienciar, não para "ver". Agora vou voltar para o meu estudo da anatomia que é oh-tão-mais-interessante do que falar de filmes.
P.S.: este post é um aglomerado de poias flutuantes que tentam defender a integridade filme só porque a autora é fã incondicional do river phoenix e de filmes com tons homo-eróticos bem concretizados.
Obrigado aos dois pelos comentários, muito sinceramente ;)
ReplyDeleteNA-CHAN: Há algum tempo que não te via por aqui mas admito que foi com contentamento que te vi neste post. Compreendo a tua irritação, ahah, quem sabe a minha desconstrução se deve ao facto de eu ver, ou tentar ver, as coisas do ponto de vista de quem faz os filmes.
Quanto à tua interpretação, sendo que talvez seja onde a minha difere do ROBERTO SIMÕES e do FLÁVIO GONÇALVES, temos sensibilidades diferentes. A mim irrita-me quando os filmes tentam ser demasiado vagos e, enquanto podem ser sobre tudo, não são sobre nada. Este filme não me irritou, porque não atinge os níveis de abstracção e "pseudosice" dos filmes portugueses, porque tem um fio condutor minimamente coerente, porque tem uma estética extraordinária. Acho que só acaba por pecar, não por pretenciosismo do autor em ser pseudo-metafísico, mas sim pela baralhada em que ficou o argumento final (uma vez mais, talvez por ser uma junção "brusca" de três argumentos em que trabalhava).
Repara, eu gosto de coisas mais concretas. Acabei agora de ver um grande filme, que será a crítica que vou escrever entretanto: "Sol Enganador", vencedor do Melhor Filme Estrangeiro, em 93. E é um filme que aborda as relações familiares, o amor, a traição, a ideologia e a pátria. Temas que podiam ser retratados com o vaguidão incrível, e ser assim mal retratados. No sentido de, faz-se qualquer coisa e como não se percebe bem o que é, pode ser qualquer coisa. Um amigo meu defende, uma vez mais a propósito dos filmes portugueses, onde esta tendência é triste, que algumas pessoas fazem as coisas mal para depois dizerem que está mal feito de propósito e dái retirarem uma profundidade que não existe (não é o caso do Van Sant !).
Enfim, acho que esta história tinha tido muito mais potencial se se tivesse focado precisamente nisso de que mais gostaste: Mike, a sua narcolepsia e a sua jornada. A introdução do Scott e da outra malta teve, talvez, relevância a mais.
ROBERTO:
1. Tudo bem, serve para os dois.
2. Sou capaz de apostar que há várias monografias a discutir isso, eheh (nunca li nenhuma). Na verdade, para mim, é isso que acontece. Neste caso, o GVS queria falar de a, b ou c e para isso pensou e construiu um argumento e uma estética que melhor transmitiam isso à audiência.
3. Concordo.
4. Acho que é repentino exactamente porque a homossexualidade do Scott foi demasiado cimentada, tal como a do Mike. E porque o filme não consegue deixar de balançar a sua relevância entre o Scott e o Mike, o que torna aquela mudança do Scott demasiado ríspida, "breakes the flow". Caiu-me mal, pelo menos a mim.
Abraço.
Creio que a "Na-Chan" devia resumir-se à sua opinião passional e mais ou menos entendida acerca da arte do cinema, que é perfeitamente legítima, do que vir descredibilizar, com disparates, uma discussão estruturada e interessante para todos quantos se interessem realmente pelo filme. A análise e a desconstrução são meios para saber mais; o que evidentemente não é o interesse de todos. O que é, uma vez mais, legítimo. Haverá sempre comentários mais especializados e enriquecedores do que outros, consoante quem os lê. Que torne então para a anatomia, se realmente for uma entendida ou especialista no assunto.
ReplyDeleteQuanto ao filme, Diogo, penso que se dinstinguem bem as nossas posições.
Cumps.
Roberto Simões
» CINEROAD - A Estrada do Cinema «
ROBERTO,
ReplyDeleteTem calma, não te exaltes, eheh. A forma como a Na-Chan abordou a questão deve-se à própria relação pessoal que ela tem comigo e à forma como nos conhecemos há anos. Digamos que foi uma abordagem em "private joke".
;)
De forma alguma, mas creio que entendeste aquilo que quis dizer.
ReplyDeleteCumps.
Roberto Simões
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