Thursday, April 1, 2010
The Usual Suspects (1995)
Monday, March 29, 2010
(500) Days of Summer (2009)

"Boy meets girl. Boy falls in love. Girl doesn't."
Depois de visto o filme, posso assegurar que é uma bela tagline; antes disso, juntamente com a informação sobre o género como sendo "uma comédia romântica", pode tornar-se pouco atractiva.
É, aliás, por aí que quero começar: não se entenda que é uma comédia romântica como aquelas a que estamos habituados a ver a um domingo à tarde (como aquelas com que o Ashton Kutcher nos costuma presentear). Nesses, a história gira basicamente à volta disto: 1) um homem e uma mulher estão profundamente apaixonados (sendo que, por vezes, ao início há uma certa hostilidade entre os dois); 2) a meio do filme há um turning point (provocado por um ex-marido, uma ex-namorada, a necessidade de mudar de cidade, um passado obscuro, por aí) e chega a fase da depressão/ódio (é aqui que, por vezes, acontecem certas situações que agravam a acidez da relação, coisa que só serve para dar mais hype ao ponto que se segue); 3) momento emocionante, com música emocionante, em que é prestada uma grande prova de amor; 4) fim.
Por isso, acho que a divisão que o IMDB faz é mais indicada: "Comédia/Drama/Romance".
A história é isto (e completando a frase com que comecei esta análise):
1. Rapaz (Joseph Gordon Levitt, como Tom Hansen) conhece rapariga (Zooey Deschanel, como Summer Finn).
2. Rapaz (acredita no amor e no destino) apaixona-se por rapariga (não acredita no amor nem no destino). Rapariga não se apaixona por rapaz.
3. Rapaz e rapariga são namorados. O que foi dito no ponto acima mantém-se.
4. Rapariga acaba tudo do nada - não gosta dele e não quer nada sério. Rapaz fica destroçado.
5. Rapaz esquece rapariga (deixa de acreditar no amor e no destino). Rapariga casa com outro rapaz (passa a acreditar no amor e no destino).
6. Rapaz segue com a sua vida e conhece uma rapariga chamada ... Autumn (Outono).
Uma frase que ilustra tudo isto que acabei de dizer faz, ela mesma, parte do guião do filme, logo nos segundos iniciais: "This is NOT a love story. This is a story ABOUT love."
É uma história engraçada, descontraída e que leva um rumo original e diferente. O final está particularmente pouco comum, mas sempre muito coerente. Depois tem umas piadas subtis, outras nem tanto, mas sempre muito bem concebidas. Gosto do modo como o filme é conduzido, andando para trás e para à frente, enquanto Tom desabafa com os amigos e com a irmãzinha.
Quanto aos actores, não achei o Joseph nada de especial. Já a Zooey, a primeira impressão é a de que passa muito despercebida; com a cara que está, parece que foi o "frete" filmar aquilo. No entanto, depois de pensar nisso à luz da história, fiquei a achar que era uma postura de "indiferença" que dá um toque especial à coisa.
Monday, March 22, 2010
Edge of Darkness (2010) - "Some secrets take us to the edge."

Já o tinha apresentado, há um par de dias, e eis que é o meu primeiro filme de 2010: Edge of Darkness (Fora do Controlo), um thriller sangrento que marca o regresso de Mel Gibson ao grande ecrã.
William Monahan (The Departed) conta-nos a história de um polícia que assiste à morte da própria filha, partindo em busca do assassino, julgando que ele próprio era o alvo. Parece-me um início bastante normal para um policial. Por esta altura, já tinha algumas coisas a criticar: 1) a primeira imagem (os três corpos a boiar, com o título em cima), que surge completamente descontextualizada de todo o filme, mais ou menos até metade - era dispensável; 2) talvez pudessem ter perdido mais algum tempo no build-up da relação entre Tom (Mel Gibson) e a filha (Bojana Novakovic) -tudo acontece muito depressa: vemos uma gravação antiga, dela, na praia, com um tom muito nostálgico; logo a seguir vemos uma adulta a ir ter com o pai; de repente, ela está doente e o pai, ainda que pareçam muito afectuosos, não sabe nada da vida dela; eis que leva um tiro; 3) se ele era o tipo de pai que nem visitava a filha (como nos vimos a aperceber) nem fazia a menor ideia da sua ocupação profissional, porque raio é que ela o tratava como se fosse o melhor pai do mundo ?; 4) poucos segundos antes de morrer, depois de dar claros sinais de doença, confessa ao pai que tem algo "que te devia ter contado" (e que, dado o contexto, tem a ver com o seu débil estado de saúde) - porém, esquecem-se completamente disto. Será que Tom nunca se lembraria do assunto ?
Segue-se a fase em que o detective resolve partir numa investigação paralela à da polícia (depois de ter convencido o superior de que deveria fazer parte da investigação) e em que começa a descobrir aquilo em que a filha estava envolvida. Surge uma complicadíssima teia de contactos e conhecimentos, entra o governo dos EUA, a "National Security", um Senador corrupto e uma gigante empresa que, alegadamente, produz armamento nuclear para fora do país. E, como dizer, todos juntos fazem um belo vaso - estão todos do mesmo lado. O problema, como já podem desconfiar, passa pelo facto de Emma (a filha) ter tentado denunciar tudo o que se andava a passar; agora, Tom, está a descobrir toda a trama que a filha já havia compreendido. Como reacção, para aniquilar qualquer suspeita, surgem dois feixes de acção, que se tentam equilibrar com acordos e cedências mútuas, o que acaba por não correr bem: de um lado, o monopólio impenetrável de segurança privada da própria empresa de investigação e desenvolvimento nuclear (o "feudo de segurança"), de outro lado, a mais prudente actuação da Segurança Nacional.
Também não é difícil de adivinhar que, feito este contexto, a cada prestação de informação sobre esta teia se segue uma morte. Não me lembro quantas foram, ao todo.
Mel Gibson parece-me perfeito para o papel, ainda que não tenha tido uma interpretação extraordinária e apesar da cena final, em que está "bêbedo de veneno", estar ridiculamente exagerada. É o polícia racional que tenta não lidar com a morte da filha para procurar respostas e, principalmente, vingança (ainda gostava de perceber porque é que ele nunca se assustou, ou achou estranho, com as visões que tinha da filha, em criança). Vai resolvendo a tramóia, mas acaba por não conseguir escapar ao fio fatídico que conduz o filme do início ao fim: morre enveneado, depois de matar o assassino da filha e o responsável pela empresa. Ao mesmo tempo, Jedburgh (Ray Winston), que havia sido enviado para tornar a investigação num quebra cabeças demasiado grande para se poder resolver, vira-se para o lado dos bons, assassinando o Senador e os membros da Segurança Nacional responsáveis pelo assunto. Logo de seguida, ele próprio, é morto por um simples polícia.
A confusão já não era pouca quando o filme termina com uma clara mensagem sobre a "afterlife" - Tom e Emma caminham, juntos, para a "luz" (literalmente). Foi estranho. E descontextualizado.
Thursday, March 18, 2010
Coisas Actuais.

Está na minha lista.
"Os homens que nã
o amavam as mulheres" ou "A rapariga que brincava com o fogo".
Depois de Män som hatar kvinnor (Os homens que odeiam as mulheres ou A rapariga com a tatuagem do Dragão, título inglês/internacional e título americano, respectivamente) (para mim, nota A), a adaptação do primeiro livro da famosa triologia do falecido escritor sueco, Stieg Larson, com grandes interpretações de Naomi Rapace (A+) e Michael Niqvist (A), está prestes a chegar às salas de cinema o segundo volume da saga: Flickan som lekte med elden (Os homens que não amavam as mulheres ou "A rapariga que brincava com o fogo"). Aguardo ansiosamente.
Talvez se perguntem pelo porquê dos dois títulos diferentes. "Mania dos americanos". Bem, na verdade trata-se de algo bem mais curioso. David Fincher, realizador de Seven e Fight Club, pretende levar avante a inédita proeza de fazer um "remake" da história antes que esta tenha oportunidade de cair no mínimo esquecimento; na verdade, The Girl with the Dragon Tatoo ou A rapariga com a tatuagem do Dragão é o nome que o director pretende dar à sua versão da história, que já está em desenvolvimento. O rumor é de que veremos, ou poderemos ver, Carey Mulligan (An Education) no papel da brilhante Naomi.
Para já, é só.
A partir de agora, tenciono criar uma pequena rúbrica semanal (todos os Sábados), onde falarei sobre notícias deste género, dentro das que me parecerem mais relevantes.
Boa viagem.