Friday, July 16, 2010

Os 25 filmes Disney de Renata Agostinho

Bom, em primeiro lugar, quero agradecer a todos os que têm partilhado a sua admiração, encanto e nostalgia em relação ao maravilhoso mundo Disney. Em segundo lugar, estou a dar mais visibilidade a um dos comentários, a gigante contribuição de Renata Agostinho (com blog sediado aqui), porque não só é uma ávida cinéfila como, pelo trabalho a que se deu, fundado no seu fascínio por estas encantadoras estórias, merece.


1. REI LEÃO
Indisputável campeão obviamente. História, animação, desenvolvimento de personagens, soundtrack, Timon, Pumbaa e Hakuna Matata. É o heavyweight champion da Disney.

2. HÉRCULES
Filme da Disney mais visto de sempre pela minha pessoa e pela minha compatriota (progenitora xD). Só por ter a voz do Miguel Ângelo dos Delfins este filme bateu tudo xD Para não falar nas músicas que me obrigavam a repetir a cassete trezentas vezes e a estragar a fita toda. Felizmente já adquiri o DVD para não haver mais queixume. É daquelas histórias que ainda hoje vejo e revejo e não me cansa. Aliás, o Hércules possui o melhor vilão de todo o sempre, o senhor Hades. E quem não gostar da voz maravilhosa do Fernando Luís na versão tuga pode sempre mudar para o original e deleitar-se com o James Woods (jogar Kindom Hearts também ajuda, muahahahaha). Adiante!

3. MULAN
Opa esta bosta tem o Mushu! Querem melhor?! Cantorias bonitas, um grilo que se chama Cri-cri e paisagens orientais? Por mim já ganhou xD Animação espectacular, distinta do resto e com um Imperador de frases feitas. Agrada-me.

4. BELA E O MONSTRO
Melhor filme romântico cá do sítio. Pouco lamechas, ligeiramente intimidativo e super bem animado. A cena da dança é de babar pelos orifícios todos, tendo em conta a altura em que o filme foi feito obviamente. Não vale a pena estar a repetir-me quanto ao resto. É globalmente bom (mas já não está no limiar dos 3 acima, esses são god-tier)

5. ARISTOGATOS
Bem, acho que as pessoas que têm este filme num rank alto da lista devem ser apreciadores de música. A cena jazzy do filme é contagiante. Além disso, tem uma animação meio crua e há partes em que parece que ainda se vê o traço do lápis. É brutal. As personagens também são memoráveis, deste os gatinhos àquelas patas enervantes e ao tio bêbado; o rato Roquefort, o mordomo mau, aqueles cães estúpidos e claro... o gato mais cool de sempre: O'Malley. Quase que podemos imaginar a sua versão humana xD

6. LIVRO DA SELVA
Excepto a Branca de Neve, deve ter sido um dos primeiros filmes da Disney que vi. Ainda hoje quando o revejo trás sempre aquela nostalgia estranha. Tem também dos melhores soundtracks do grupo e um dos vilões que mais me assustaram. O Sherikan é simplesmente aterrador. Aquela cena em que ele afia as garras está para sempre marcada na parte de trás do meu cérebro. Isso e os abutres idiotas que me conseguiam deixar petrificada. Acho que é um filme tão bem construído que mesmo não percebendo a linguagem uma garoto pode sentir tudo o que está a acontecer. Claro, já me ia esquecendo: o Balu e a Baguera são melhor par de atrelados xDD

7. NEMO
Deve ser o único do género pelo qual eu tenho uma estima grande. Todos os filmes Pixarescos 3D e tal nunca me agradaram. Tenho-lhes um desdém que não dá para explicar. Não obstante, o Nemo é o rei deles. A dobragem portuguesa esteve brilhante e a animação do fundo do mar foi brilhante. Parece que estamos lá dentro com os peixes pá. A história é comovente e tem a Doris a fazer o comic-relief. Adorei.

8. A BELA ADORMECIDA
Maleficient diz tudo. Comecei por teme-la. Até deixei de ver a cassete quando era pequena, mas agora que aprendi a gostar da mulher, tenho a dizer que está no meu top vilões de SEMPRE.

9. TARZAN
Deve ter sido um dos últimos filmes oldschool que a Disney fez antes de começar a investir no desperdício que se seguiu de formigas, galinhas, super heróis e tretas do género. Tem uma contribuição musical brutal em ambas as versões. Quem não gostar do Phil Collins come com o Luís Represas e vice-versa. Os gorilas estão no limiar do decente e o resto é palha. Vale pela animação genial e os backgrounds de fazer chorar por mais.

10. POCAHONTAS
Há que notar que o que me estragou a Pocahontas foi o degredo de sequela que se seguiu. Contudo, continuo a gostar muito do original. É uma história pseudo-verídica, com índios agradáveis à vista e animais de estimação divertidos. Tem uma dobragem que ultrapassa a versão inglesa (para variar) e a música mais badalada de sempre. Díficl de esquecer.

11. BRANCA DE NEVE
Epa serei só eu, ou a velha também meteu medo ao resto do mundo? Eu depois de ter visto este filme umas 20 vezes desisti. A bruxa metia-me medo demais xD É que nem os anões me ajudavam. O Rezingão então, esse não contribuía de certeza. Enfim, depois de 10 anos posso dizer que adoro esta animação primordial da Disney. Depois de vencer o meu medo da bruxa já consigo absorver toda aquela animação virgem e delicada. Parece que estavam com medo que o filme se partisse ao meio. É tão bébé que até faz rir. Um clássico.

12. ALLADIN
Uma palavra. Génio.

13. ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Acho que as dezenas de vezes que vi este filme quando era nova foram todas tentativas falhadas de o perceber. Para mim não havia objectivo no filme, a história não parecia ir a lugar nenhum. Fazia-me chorar quando a Alice ficava abandonada ou aterrorizada com as flores e pronto. Ficava ali. Agora, é diferente. Agora consigo ver a genialidade da coisa. Tudo neste filme gira em torno da aura de misticismo daquele mundo, desde a música ao design das personagens. Está cinco estrelas.

14. CINDERELA
Espectadores do sexo feminino e este filme estão intimamente ligados. Não tenho mais nada a dizer.

15. 16. 17. BAMBI, PINÓQUIO e DUMBO Estes clássicos estão todos no mesmo saco porque todos me faziam sofrer mas eu via-os à mesma. O meu lado sádico explica-se com este filmes. Eram tristes, metiam medo e eu via-os feita estúpida. Pelo menos tinham uma moral...

18. PETER PAN
Demorei alguns anos a apreciar este filme. As músicas eram giras e eu sonhava em deitar pó mágico como a Sininho. Como isso não aconteceu perdi um bocado o gosto pela coisa. O crocodilo também rondava o assustador.

19. PAPUÇA E DENTUÇA
Quando se sentirem deprimidos e tristes NUNCA vejam este filme. Isto só pode ser visto com uma dúzia de baldes à mão para chorar lá para dentro. A única coisa cómica é o subtil contributo do Tim Burton que na altura era um escravo da Disney.

20. CORCUNDA DE NOTRE DAME
Fenómeno Shrek: a personagem principal é feia logo é impossível eu gostar. Só valeu pela cigana e pelas gárgulas. Não tenho muitas memórias disto... ah! Lembro-me que comprei uma barbie com a roupa dela!

21. ALADDIN E O REI DOS LADRÕES
Dois tópicos justificam a visão desta segunda sequela: mão de Midas e pai do Aladdin. Agora ponham-se a ver isto!!!

22. PEQUENA SEREIA
Epa. Coiso e tal. Ela é sereia, depois já não é. Ele é um príncipe que gosta de sereias e tem um cão esfregona. Há uma vilã fixe e tal. A Ariel nunca me inspirou muita confiança. Aliás, depois de eu ter perdido a cassete não pude rever o filme mil e uma vezes para tentar gostar mais dele. Foi um filme que passou pela minha vida e não ficou.

23. MONSTROS E COMPANHIA
Teve piada. Os aliens eram cómicos e o grandalhão peludo estava tão bem animado que até me fazia impressão.

24. TOY STORY
Gostei do senhor Batata. De resto... bleh.

25. WALL-E
Não posso dizer que foi a melhor coisa que já vi porque não foi. Tudo bem, a animação era de explodir os miolos mas com a tecnologia que há hoje em dia não me surpreende. Para isso vou jogar Final Fantasy. A historia foi fofa mas eu não tenho um amor muito grande por robôs.

Wednesday, July 14, 2010

Os meus 25 filmes Disney

Desafio-vos a deixarem os vossos, nos comentários.




1. REI LEÃO (1994)

2. O LIVRO DA
SELVA (1967)

3. PETER PAN (1953)

4. ALADDIN (1992)

5. OS ARISTOGATOS (1970)


6. TOY STORY (1995)

7. POCAHONTAS (1995)

8. TARZAN (1999)

9. PINÓQUIO (1940)

10. RATATUI (2007)

11. WALL-E (2008)

12. OS INCRÍVEIS (2004)

13. À PROCURA DE NEMO (2003)

14. MONSTROS & CIA (2001) 8.

15. PAPUÇA E DENTUÇA (1981)

16.ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (1951)

17. DUMBO (1941)

18. DINOSSAURO (2000)

19. A BELA E O MONSTRO (1991)

20. A BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (1937)

21. UMA VIDA DE INSECTO (1998)

22. CORCUNDA DE NOTRE-DAMME (1996)

23. A BELA ADORMECIDA (1959)

24. A ESPADA ERA A LEI (1963)

25. HÉRCULES (1997)

Disney: novas adaptações de Clássicos para "live action"

MALEFICENT: Uma versão negra da "A Bela Adormecida", em que a personagem principal será a vilã da estória. Creio que não precisava de dizer de onde vem esta ideia - tem o carimbo de Burton. O realizador está em negociações para tentar ver Angelina Jolie no papel principal, algo que espero que consiga.

CINDERELA: Com argumento de Aline McKenna ("The Devil Wears Prada") e, possivelmente, com Amanda Seyfried ("Mamma Mia") no papel da encantadora personagem.


A PEQUENA SEREIA: A ser realizada por Joe Wright, director de "Pride and Prejudice" e "Atonement".

O CORCUNDA DE NOTRE-DAMME: A ser produzido pela Paramount Pictures.

Friday, July 9, 2010

Os Filmes dos Presidentes IV - António Ramalho Eanes

Não deverá ser surpresa a escolha do nosso primeiro Presidente da República eleito no pós-25 de Abril, ou não fosse António Ramalho Eanes militar (General) e não fosse O Resgate do Soldado Ryan um dos maiores filmes de guerra que temos connosco. Baseado na estória verídica dos irmãos Niland, é com vigorosa emoção e com sonhador e empenhado realismo (os próprios actores estiveram algum tempo no exército, como recrutas - experiência que garantem não querer voltar a repetir) que Steven Spielberg pinta o cenário dos últimos dias da II Guerra Mundial, contando a jornada de oito homens destacados para salvar apenas um: James Francis Ryan.

Os primeiros trinta minutos de filme são de uma mestria louvável. As dezenas de homens, que o director faz parecerem centenas, emergem de um silêncio perturbador para uma confusão de correrias, movimentações e estratégias, dando origem a um caos absoluto, nem sequer regular mas sim arritmicamente acelerado (onde nos é introduzida uma câmara tremida que nos acompanha o resto do filme e que muito contribui para o nosso envolvimento no mesmo). O plano inunda-se não só de um mar tormentoso e sufocante (com uma câmara que cessa tudo à sua volta, menos a imagem, quando submerge - pormenor belíssimo) mas também de gritos de morte ou de ordem, tiros de todos os lados, bombas e embates - o barulho exuberante e insuportável, a que se vai aliar uma música que quase nunca aparece (excepção feita para a nostálgica e pseudo-pacífica sequência em que os soldados ouvem Edite Piaf).

O céu carregado, a terra e a poeira, a chuva torrencial, e as vestes que envergam os soldados, as cores que os cobrem, escuras, com cinzentos que ameaçam rasgar-nos o coração, introduzem o tom cruel e desolador da guerra, injectado por entre imaginárias paredes metálicas e gélidas, compostas pelo armamento que os destrói, sustenta ou motiva.


No meio de tudo isto, apenas duas cores conseguem sobressair: o vermelho e o laranja. É o sangue que jorra dos buracos dos corpos, que se fixa em salpicos nas caras dos sobreviventes, que flui pelo outrora límpido areal, que tinge a água do mar de um vermelho agoniante, qual última ceia. É o fogo que queima a carne, o metal e o espírito, em nome da chama não só de uma nação mas também do Mundo.
São os dois tons que marcam o filme. Se pelo primeiro se narra o início da histórica vitória dos Aliados, pelo segundo narra-se uma epopeia de coragem, sacrifício, irmandade e dignidade - "Não percebo esta matemática, em que sacrificamos oito homens para salvar um.". Uma epopeia de motivações e limites do Homem - Upham, que se recusa a disparar sobre quem quer que seja, consegue salvar um soldados alemão da morte, libertando-o, o que nos deixa a interrogação "será que todos os soldados nazis defendiam uma causa ?". No final, acaba por premir o gatilho, assassinando quase à queima-roupa esse mesmo soldado, que se voltara a juntar aos compatriotas nazis, o que só nos complica o dilema da enunciada pergunta.

Uma obra épica que conjuga tudo aquilo que me agrada ver no cinema: uma mensagem profunda, ou não fosse este um sincero agradecimento à memória de toda uma geração a que se exigiu a democracia em que hoje vivemos e uma estória absolutamente contagiante, emotiva (o pathos) e narrativamente fantástica.

"I have here a very old letter, written to a Mrs. Bixby in Boston. "Dear Madam: I have been shown in the files of the War Department a statement of the Adjutant-General of Massachusetts that you are the mother of five sons who have died gloriously on the field of battle. I feel how weak and fruitless must be any words of mine which should attempt to beguile you from the grief of a loss so overwhelming. But I cannot refrain from tendering to you the consolation that may be found in the thanks of the Republic they died to save. I pray that our heavenly Father may assuage the anguish of your bereavement, and leave you only the cherished memory of the loved and lost, and the solemn pride that must be yours to have laid so costly a sacrifice upon the altar of freedom. Yours very sincerely and respectfully, Abraham Lincoln."

Avanço que terminarei a rubrica "Filmes dos Presidentes" com um último artigo, será "o meu filme", um dos meus favoritos.