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Friday, May 6, 2011
IndieLisboa'11: cobertura (dia 2) e antevisão (dia 3)
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Wednesday, November 10, 2010
EFF'10: Encontros de Escolas de Cinema (2ª Sessão)
Decorreu durante a manhã de hoje a segunda sessão dos Encontros de Escolas de Cinema, que consistem na apresentação em público de algumas curtas-metragens de escolas de cinema de toda a Europa, em que o fomento das relações entre umas e outras é o principal objectivo.
Pude assistir a três trabalhos do INSAS (Institut Nationale Supérieur des Arts du Spectacle), da Bélgica; a três trabalhos da ECAM (Escuela de Cinema y Audiovisual de Madrid), de Espanha; a um trabalho da FAMU, da República Chega, Praga e, por fim, um trabalho da ESTC (Escola Superior de Teatro e Cinema), de Portugal.
Houve apenas uma delas, logo a primeira, de que posso dizer que gostei muito: Sredni Vashtar, do ISNAS, realizado por Alana Obsbourne. Contava uma história muito interessante, de um miúdo com fragilidades físicas reais ou, eventualmente, forjadas por uma mãe possessiva, que viva numa assustadora e gigante mansão, e que via, dia após dia, a sua infância ser-lhe negada, por não lhe permitirem sequer sair de casa. É num estábulo que encontra o espaço para ser criança e viver as suas fantasias, que, retratadas de uma forma realmente bonita e fantasiosa mas ao mesmo tempo levemente perturbante, acabam por causar a misteriosa morte da matriarca. A fotografia e o trabalho de concepção visual da cenas foi muito bem conseguido.
De resto, não gostei de nenhuma em particular e todas pecaram pelo argumento. Los Planes de Cecília, de Belén Goméz, da ECAM, evidencia o talento para o marketing, mas a história foi bastante má. Formol, também da ECAM, de Noelia Rodriguez Nesa, tornou-se aborrecida pelo tema pouco interessante e pela demasiada duração que lhe foi dada (15min), mas a tentativa experimental em que consistiu não resultou mal. Roma Boys, de Rozálie Kohoutóva, da FAMU, desinteressou-me por completo no seu tema e na forma de o contar - uma realizador/argumentista narra a sua ideia para o seu próximo filme (um amor homossexual entre romenos), enquanto vemos esse mesmo filme, o que acaba por lhe tornar o trabalho fácil mas ineficaz, já que, por exemplo, em vez de criar situações de tensão, apenas refere que "há tensão". Porém, houve quem tivesse achado bastante graça e tenha visto aqui um certo experimentalismo.
Infelizmente, o grande destaque, que o é pela negativa, vai para Quando o Inverno chega, de Jorge Jácome, da ESTC.
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Saturday, November 6, 2010
EFF'10: Primeiras curtas de Roman Polanski (1955-1961)

No final da primeira sessão do Estoril Film Festival a que o A Gente Não Vê assistiu, uma conclusão ergueu-se e fundamentou toda uma já construída opinião sobre o realizador polaco, Roman Polanski: é um génio desde, pelo menos, 1955.
Foram várias as curtas-metragens a que assisti e, enquanto que não houve nenhuma de que não tenha gostado, há duas que considero que são verdadeiramente extraordinárias: Bad Boy (Dois Homens e um Armário) e A Passer By (sem tradução).
A primeira conta a história de dois homens que encontram um armário banal, cuja única particularidade é ter um espelho incrustado, que se envolvem numa série de peripécias para tentar vender o seu achado, sempre sem sucesso, acabando por sofrer castigos físicos frutos do puro azar. Tem um certo tom cómico mas o drama é especialmente evidente na cena final, um paralelismo com a cena inicial (algo que se viria a tornar algo trademark, como as mãos a tocar piano, no início e no fim do The Pianist), em que voltam ao mar, para deixar o armário, acabando por desaparecer os dois, de repente, debaixo de uma onda. Adianto que estes breves minutos nos brindam com uma cena de puro génio cinematográfico, entre outras também muito boas: um homem está a ver-se ao espelho do armário - parece que finalmente alguém lhe descobriu uma utilidade. Porém, logo a seguir, mudam o armário de sítio e por trás do armário estava outro espelho - o homem não reage e continua simplesmente a ver-se ao novo espelho.
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