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Saturday, April 23, 2011

Pérolas prontas a brotar



Andam sempre por aí umas certas pequeninas pérolas cinematográficas, obras recentes e fora da alçada das grandes produtoras, incrivelmente originais e que são muitas vezes os primeiros trabalhos de gente de quem não deixamos de falar nos anos que se seguem.

Costumo, sobre este assunto, pegar sempre no festival de cinema de Sundance, como fiz neste artigo, em que escrevi umas breves linhas sobre Another Earth, agarrada e não mais largada pela perspicaz Fox Searchlight Pictures: "No dia em que a comunidade científica descobre um novo planeta no sistema solar, uma ambiciosa estudante e um reconhecido compositor cruzam os seus caminhos num trágico acidente.".

Hoje, já há poster e trailer para este drama de ficção científica, escrito e realizado por Mike Cahill (ajudado no guião pela actriz principal, Brit Marling), técnico especializado em efeitos especiais (questionava-me sobre como teriam, com os poucos recursos da produção independente, levar avante uma imagem como esta). O dia em que a população mundial descobre que, algures no universo, sempre existiu um segundo planeta Terra, com uma segunda versão de si próprios - "There's another you out there".





Por outro caminho segue Sleeping Beauty, pelas mãos da Paramount, que estreará este ano em Cannes, e que surpreende por ser a primeira expedição de Julia Leigh no grande ecrã. Conta a história de uma encantadora rapariga que se decide aventurar no mundo da prostituição e que descobre uma bizarra estratégia para satisfazer um estranho fetiche de vários clientes: fazer sexo com uma mulher a dormir. De cada vez, toca droga para desmaiar e apenas acordar na manhã seguinte sem se lembrar de rigorosamente nada.

Tal como em "Another Earth", o material promocional chama por nós e tem como outro grande trunfo Emily Browning (Sucker Punch), que parece vir fazer parte da jovem geração de grandes actrizes que já se faz sentir. Anseio por ambos.



Monday, February 14, 2011

Sundance Film Festival'11: observações


À grande consideração que merece um dos maiores festivais de cinema da actualidade, não pude eu fazer jus, enquanto decorria, no Utah, entre 20 e 30 de Janeiro. O bastião da divulgação do cinema independente dos Estados Unidos é reconhecidíssimo por ter dado e por ainda continuar a dar a conhecer ao mundo novas e originais obras, de novos e extraordinários cineastas - da primeira edição, com o primeiro filme dos irmãos Coen ("Blood Simple", em 1985), à edição passada, com duas grandes e surpreendentes participações nos Óscares ("The Kids Are All Right" e "Winter's Bone"). Ao contrário do paradigma europeu, nomeadamente em Cannes, Veneza e Berlim, em que todas as atenções estão postas nos meticulosos e analíticos julgamentos da prestigiada crítica internacional, aqui a expectativa é a de que as grandes distribuidoras independentes descubram a nova sensação do ano, que pode, eventualmente, tornar-se a sensação por um muito maior período de tempo (irmãos Coen, Darren Aronofsky, Paul Thomas Anderson, Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Steven Soderbergh, entre outros).



Apresento-vos alguns emblemáticos membros do júri deste ano: Susanne Bier ("In a Better World"), Jeffrey Blitz, America Ferrera, Matt Groening ("The Simpsons"), Clark Gregg ("Choke"), Bong Joon-Ho ("The Host"), Jose Padilha, Kim Peirce ("Boys don't Cry"), Jason Reitman ("Up in the Air"), and Lucy Walker.

Antes de chegar aos grandes destaques, deixo-vos também a lista de premiados:

GRANDE PRÉMIO DO JÚRI (DOCUMENTÁRIO) - "How to Die in Oregon".
GRANDE PRÉMIO DO JÚRI (DRAMA) - "Like Crazy".
GRANDE PRÉMIO DO JÚRI, CINEMA INTERNACIONAL (DOCUMENTÁRIO) - "Hell and Back Again".
GRANDE PRÉMIO DO JÚRI, CINEMA INTERNACIONAL (DRAMA) - "Happy, Happy".

PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI (DOCUMENTÁRIO, EUA) - BEING ELMO: "A Puppeteer's Journey".
PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI (DRAMA, EUA) - "Another Earth".
PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI (INTERNACIONAL) - "Position Among the Stars".
PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI PARA MELHOR ACTUAÇÃO (EUA) - Felicity Jones ("Like Crazy").
PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI PARA MELHOR ACTUAÇÃO (INTERNACIONAL) - Paddy Considine e Olivia Colman ("Tyrannosaur").

PRÉMIO DA AUDIÊNCIA (DOCUMENTÁRIO, EUA) - "Buck".
PRÉMIO DA AUDIÊNCIA (DRAMA, EUA) - "Circumstance".
PRÉMIO DA AUDIÊNCIA (DOCUMENTÁRIO, INTERNACIONAL) - "Senna".
PRÉMIO DA AUDIÊNCIA (DRAMA, INTERNACIONAL) - "Kinyarwanda".
PRÉMIO DA AUDIÊNCIA (NEXT) - "to.get.her".

MELHOR REALIZADOR (DOCUMENTÁRIO, EUA) - Jon Foy ("Resurrect Dead: The Mystery of the Toynbee Tiles").
MELHOR REALIZADOR (DRAMA, EUA) - Sean Durkin ("Martha Marcy May Marlene").
MELHOR REALIZADOR (DOCUMENTÁRIO, INTERNACIONAL) - James Marsh ("Project Nim").
MELHOR REALIZADOR (DRAMA, INTERNACIONAL) - Paddy Considine ("Tyrannosaur").

MELHOR ARGUMENTO WALDO SALT - Sam Levinson ("Another Happy Day").
MELHOR ARGUMENTO (DRAMA) - Erez Kav-El ("Restoration").

MELHOR EDIÇÃO (EUA) - Matthew Hamachek e Marshall Curry ("If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front").
MELHOR EDIÇÃO (DOCUMENTÁRIO, EUA) - Goran Hugo Olsson e Hanna Lejonqvist ("The Black Power Mixtape 1967-1975").

MELHOR FOTOGRAFIA (DOCUMENTÁRIO, EUA) - Eric Strauss, Ryan Hill e Peter Hutchens ("The Redemption of General Butt Naked").
MELHOR FOTOGRAFIA (DRAMA, EUA) - Bradford Young ("Pariah")
MELHOR FOTOGRAFIA (DOCUMENTÁRIO, INTERNACIONAL) - Dangfung Dennis ("Hell and Back Again").
MELHOR FOTOGRAFIA (DOCUMENTÁRIO, INTERNACIONAL) - Diego F. Jimenez ("All Your Dead Ones").

MELHOR CURTA-METRAGEM (EUA) - "Brick Novax".
MELHOR CURTA-METRAGEM (INTERNACIONAL) - "Deeper Than Yesterday".

MENÇÕES HONROSAS PARA CURTAS-METRAGENS
"Choke".
"Diarchy".
"The External World".
"The Legend of Beaver Dam".
"Out of Reach".
"Protoparticles".

PRÉMIO ALFRED P. SLOAN PARA LONGA-METRAGEM - "Another Earth".


Por fim, as grandes aquisições da edição de 2011, os filmes que poderemos nós estar a ver no cinema daqui a seis meses, foram:

"Salvation Boulevard" - Num mundo de igrejas poderosíssimas, um cristão novo é perseguido por um grupo de fundamentalistas da sua própria igreja, que farão tudo para proteger o seu grande pastor. Com Pierce Brosnan e Jennifer Connely, no género de comédia, os direitos de distribuição foram adquiridos pela Sony Pictures Worldwide.

"Project Nim" - Conta a história de um chimpanzé, retirado da sua mãe à nascença, criado por uma família de humanos, nos anos 70. O livro da selva ao contrário ? Este é documentário. Os direitos de distribuição foram adquiridos pela HBO e pela Roadside Attractions.

"The Last Mountain" - Uma companhia de exploração de carvão e uma pequena comunidade lutam pelo destino da última montanha em Appalachia, sob os paradigmas energéticos contemporâneos. Um documentário cujos direitos foram adquiridos pela Dada Films.

"The Details" - Quando uma família de guaxinis descobre uma um recurso de minhocas a viver debaixo do jardim do quintal de Jeff e Nelly, entramos numa cómica e negra corrente de reacções e tensão familiares a assassinato e infidelidade. Conta com Tobey McGuire e Elizabeth Banks e os direitos de distribuição foram adquiridos pela Weinstein Company.

"I Melt With You" - Quando quatro ex-colegas de liceu, quarentões, se encontram para a sua reunião anual, as coisas ficam, subitamente, fora de controlo. Com Rob Lowe, Thomas Jane eJeremy Piven, os direitos de distribuição foram adquiridos pela Magnolia Pictures.

"Perfect Sense" - Um cozinheiro e uma cientista apaixonam-se quando uma epidemia retira à população várias faculdades sensoriais. Com Ewan McGregor e Eva Green, os direitos de distribuição foram adquiridos pela IFC Films.

"The Guard" - Um polícia irlandês pouco ortodoxo, com um temperamento conflituoso, é colocado em equipa com um inspector do FBI, para juntos investigarem uma rede mundial de tráfico de droga. Com Don Cheadle e Brendon Gleeson, os direitos de distribuição foram adquiridos pela Sony Pictures Classics.

"Another Earth" - No dia em que a comunidade científica descobre um novo planeta no sistema solar, uma ambiciosa estudante e um reconhecido compositor cruzam os seus caminhos num trágico acidente. Com William Mapother e Brit Marling, os direitos de distribuição foram adquiridos pela Fox Searchlight Pictures.

"My Idiot Brother" - A história de um idealista que se envolve, inoportunamente, na vida de três irmãs. Uma comédia com Paul Rudd, Elizabeth Banks, Zooey Deschanel, Emily Mortimer e Rashida Jones, em que os direitos de distribuição foram adquiridos pela Weinstein Company.

"Like Crazy" - Um estudante britânico apaixona-se por uma estudante americana, apenas para serem separados quando o primeiro é banido dos EUA, com a expiração do seu visa. Um drama romântico com Anton Yelchin ("Star Trek"), Felicity Jones ("The Tempest"), e a grande Jennifer Lawrence ("Winter’s Bone"), em que os direitos de distribuição foram adquiridos pela Paramount Pictures.

"Margin Call" - Um thriller sobre o papel das pessoas mais importantes de um banco, durante 24 horas, no início da preocupante crise económica internacional. Com o elenco mais conceituado do festival, composto por Kevin Spacey, Paul Bettany, Jeremy Irons, Zachary Quinto, Penn Badgley, Simon Baker, Mary McDonnell, Demi Moore e Stanley Tucci, os direitos de distribuição foram adquiridos pela Roadside Attractions e pela Lionsgate.

"Homework" - George, um solitário estudante que terminou o curso sem nunca ter tido um verdadeiro dia de trabalho, conhece Sally, uma popular mas complicada rapariga, que reconhece nele uma pessoa interessante. Com Freddie Highmore e Emma Roberts, os direitos de distribuição foram adquiridos pela Fox Searchlight Pictures.

"Martha Marcy May Marlene" - Assombrado por dolorosas memórias e por uma paranóia crescente, uma mulher luta por se voltar a inserir na sua família, depois de conseguir escapar a um culto abusivo. Com Elizabeth Olsen, os direitos de distribuição foram adquiridos pela Fox Searchlight Pictures.

"The Ledge" - Um thriller em que uma discussão de filosofias entre um cristão e um ateu se elevam a uma verdadeira e letal batalha. Com Liv Tyler, Patrick Wilson e Terrence Howard, os direitos de distribuição foram adquiridos pela IFC Films.

"Buck" - Um documentário sobre a vida do homem que falava com cavalos, Buck Brannaman, cujos direitos de distribuição foram adquiridos pela Sundance Selects.

"Tabloid" - Um documentário de Errol Morris (vencedor de um Óscar com "The Fog of War") sobre uma ex-Miss Wyoming, acusade de raptar e manter em cativeiro um missionário mórmon. Os direitos de distribuição foram adquiridos pela Sundance Selects.

Wednesday, January 26, 2011

The Kids Are All Right / Os Miúdos Estão Bem (2010)

Os Miúdos Estão Bem é, juntamente com a surpresa chamada "Winter's Bone", um dos meninos de ouro do festival de cinema de Sundance de 2010, ao convencer a Academia em quatro categorias, depois de ter convencido exigentes audiências e desconfiadas distribuidoras, atentos ao cinema independente e promissor. Depois dos recentes Brokeback Mountain e Milk, a homossexualidade volta à grande noite de gala do cinema, mas com uma diferença que, a meu ver, comporta um arrojo que nos revela mais um passo muito positivo na ultrapassagem de certos "dilemas": o casal de lésbicas interpretado por Moore e Bening não são um veículo de revolta ou sensibilização para a tolerância; a sua homossexualidade não se define como potencial conclusão do filme (o seu triunfo), mas antes como premissa, como parte banal e rotineira da vida de uma família moderna - o filme ganhou muito com isso e o tratamento do tema dessa profunda instituição social só ficou mais sincero e eficaz (um maior sentimento de universalidade).

Parte, assim, de um argumento original não só por não se basear em qualquer material anteriormente publicado mas por tal qualificação se aplicar à sua própria génese. Depois, não só cumpre como surpreende, ao estar muito bem desenhado e estruturado, com uma evolução de personagens e dinamismo de conflito verdadeiramente envolventes, no tratamento de um tema complexo como a árdua tarefa de viver em família, um tema que facilmente redundaria num filme europeu mau (daqueles que, ao ser sobre "nada", pretendem ser sobre "tudo"). Uma abertura incrível no contar desta história, com as várias relações entre as várias personagens a avançarem com sentido e drama bem feito de estádio para estádio, em que apenas pecou, a meu ver, o desenvolvimento da personagem de Laser, o filho mais novo do casal. O final agridoce mas esperançoso comporta um sentimento e preenchimento que rejeita qualquer tipo de facilitismo melodramático.

De resto, uma realização muito interessante, em que se alterna entre uma câmara à mão na estaticidade dos problemas com uma câmara fixa mas deambulante na reacção ao desafio (como no primeiro telefonema feito a Paul), e em que a montagem cria uma excelente associação de eventos e cria, a certa altura, uma suave e doce atmosfera de suspense e tensão em relação ao futuro a curtíssimo prazo (também potenciado pelos grandes planos dos actores, muito bem filmados, pouco usuais neste tipo de filme, que ainda se classifica com um tom ligeiramente cómico). Os actores estão óptimos e acho que Moore até está melhor do que Bening.

Sunday, January 16, 2011

Winter's Bone (2010)

Não conhecia nenhum trabalho de Debra Granik até ver a sua nova peça, que estreou e granjeou sucesso no Sundance Film Festival 2010, e é com satisfação que afirmo que farei por ver o resto. Winter's Bone é uma história de uma rapariga (Jennifer Lawrence, numa grande performance) que atravessa uma evolução muito bem contada entre a maturidade forçada e o desespero de uma mãe vigorosa, num retrato físico e psicológico, ao ter de embarcar na árdua jornada de procurar o pai para o entregar às autoridades, sob pena de ficar sem a grande quinta que enforma a sua vida, dos seus irmãos e da mãe doente. A comunidade em que se insere é pautada por teias de subtis foco de corrupção e controlo popular, isolada no sul dos EUA e a realizadora e a equipa de imagem fizeram-lhe grande jus, ao desenhar um ambiente remoto, pálido, gélido nos momentos tensos e verdadeiramente envolvente e mórbido na cena em que finalmente encontramos o pai de Ree. Para isso, pega num realismo que não se resigna ao documental, mas que faz uso da textura e da pintura das paisagens e do cenário country em que filma e usam uma câmara por vezes instável, de acordo com o desajuste daquela rapariga, daquela família, daquelas pessoas - a montagem é muito bem aproveitada, com cortes extremamente oportunos, narrativamente bem colocados e economizadores de tempo.

Monday, March 29, 2010

(500) Days of Summer (2009)


"Boy meets girl. Boy falls in love. Girl doesn't."

Depois de visto o filme, posso assegurar que é uma bela tagline; antes disso, juntamente com a informação sobre o género como sendo "uma comédia romântica", pode tornar-se pouco atractiva.

É, aliás, por aí que quero começar: não se entenda que é uma comédia romântica como aquelas a que estamos habituados a ver a um domingo à tarde (como aquelas com que o Ashton Kutcher nos costuma presentear). Nesses, a história gira basicamente à volta disto: 1) um homem e uma mulher estão profundamente apaixonados (sendo que, por vezes, ao início há uma certa hostilidade entre os dois); 2) a meio do filme há um turning point (provocado por um ex-marido, uma ex-namorada, a necessidade de mudar de cidade, um passado obscuro, por aí) e chega a fase da depressão/ódio (é aqui que, por vezes, acontecem certas situações que agravam a acidez da relação, coisa que só serve para dar mais hype ao ponto que se segue); 3) momento emocionante, com música emocionante, em que é prestada uma grande prova de amor; 4) fim.

Por isso, acho que a divisão que o IMDB faz é mais indicada: "Comédia/Drama/Romance".

A história é isto (e completando a frase com que comecei esta análise):

1. Rapaz (Joseph Gordon Levitt, como Tom Hansen) conhece rapariga (Zooey Deschanel, como Summer Finn).
2. Rapaz (acredita no amor e no destino) apaixona-se por rapariga (não acredita no amor nem no destino). Rapariga não se apaixona por rapaz.
3. Rapaz e rapariga são namorados. O que foi dito no ponto acima mantém-se.
4. Rapariga acaba tudo do nada - não gosta dele e não quer nada sério. Rapaz fica destroçado.
5. Rapaz esquece rapariga (deixa de acreditar no amor e no destino). Rapariga casa com outro rapaz (passa a acreditar no amor e no destino).
6. Rapaz segue com a sua vida e conhece uma rapariga chamada ... Autumn (Outono).

Uma frase que ilustra tudo isto que acabei de dizer faz, ela mesma, parte do guião do filme, logo nos segundos iniciais: "This is NOT a love story. This is a story ABOUT love."

É uma história engraçada, descontraída e que leva um rumo original e diferente. O final está particularmente pouco comum, mas sempre muito coerente. Depois tem umas piadas subtis, outras nem tanto, mas sempre muito bem concebidas. Gosto do modo como o filme é conduzido, andando para trás e para à frente, enquanto Tom desabafa com os amigos e com a irmãzinha.

Quanto aos actores, não achei o Joseph nada de especial. Já a Zooey, a primeira impressão é a de que passa muito despercebida; com a cara que está, parece que foi o "frete" filmar aquilo. No entanto, depois de pensar nisso à luz da história, fiquei a achar que era uma postura de "indiferença" que dá um toque especial à coisa.