Tuesday, May 10, 2011
Aronofsky, Allen, Anderson e Tarantino
Friday, September 17, 2010
Joaquin Phoenix e Casey Affleck: GENIAL ?
"Em entrevista New York Times, Affleck reconheceu que «I'm Still Here» não é o retrato cru e doloroso da realidade que fingia ser, ao acompanhar a vida de Phoenix durante um período de dois anos.
"É uma actuação sensacional. É a performance da carreira dele", disse o actor e realizador irmão Ben Affleck.
As cenas em que Phoenix aparece a consumir drogas e a fazer sexo com prostitutas, apresentadas como um vídeo caseiro feito por parentes do actor, não eram situações reais. "Filmámos aquilo várias vezes, eram actuações", contou Affleck.
Até mesmo a polémica participação de Joaquin Phoenix no programa de David Letterman, em 2009, não foi o que pareceu. Letterman não sabia, mas o actor, que agiu de maneira atípica durante a entrevista, estava a encenar para o "documentário".
Affleck apresentou o filme no Festival de Veneza, no início de Setembro, como um documentário "resoluto".
Durante os 18 meses de filmagem, Phoenix "jamais se deixou intimidar e permitiu-me ver todos os aspectos da sua personalidade", descreveu Affleck.
O realizador e o actor são cunhados.
"Nunca tentei enganar ninguém. A ideia de uma, abre aspas, brincadeira, fecha aspas, nunca me passou pela cabeça", destacou."
Saturday, September 11, 2010
Os melhores das décadas, 2000: Gladiator
Não me importo rigorosamente nada com vozes que bramem com a mais mortífera convicção de que Gladiador não passa de um aglomerado de texto previsível, fantasia e pseudo-comoção hollywoodesca, produzida, mecanicamente, em massa. Aliás, não concordo com isso. Não o classifico sequer como guilty pleasure, porque esses são aqueles filmes provavelmente maus, nomeadamente para a visão da generalidade da crítica, e dos quais gostamos sem saber bem porquê. Deste eu gosto, gosto muito, e sei bem porquê.
A fiabilidade histórica pura e simplesmente não existe, algo que não vejo como um erro de percurso, como uma desgraçada falta de preparação ou uma tentativa barata de ganhar uns trocos. O que Ridley Scott aqui faz é, partindo de outro épico, "Spartacus" (dir., Kubrick), criar uma estória com estrutura e conteúdo quase matematicamente clássicos, elevados a uma emotividade e magnanimidade envolventes e inspiradoras para os sentidos, mais do que para o intelecto. Maximus é, no fundo, um héroi literal, oposto a um anti-herói literal (os heróis não se fazem a eles; fá-los o povo, e, aqui, as pessoas do Coliseu falam por si), com objectivos e conflitos claríssimos e temporalmente distanciados de forma minuciosa, de uma calculabilidade de argumento tão evidente que, por paradoxal que seja, não consegue deixar de me envolver. É a genuína estória do bom contra o mau, contada com o recurso a uma civilização e cultura belíssimas, a uma fotografia muito bonita e a uma banda sonora incrivelmente bem conseguida, tornando não só aceitável como também necessárias as referências à afterlife.