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Saturday, September 25, 2010

Mistérios de Lisboa vence Melhor Realização em San Sebastian.

Grandes notícias.


1º Festival Nacional de Escolas de Cinema

Cinema City de Alvalade, de 23 a 29 se Setembro.

Thursday, September 23, 2010

Três filmes portugueses nas salas

VÃO VER CINEMA PORTUGUÊS. Ainda que estejam tão desconfiados do argumento de "Marginais" ou do poster de "Assalto ao Santa Maria" como eu, vão ver. Eu irei, ou tentarei.

Tuesday, September 21, 2010

Mistérios de Lisboa: um épico português ?




Paulo Branco e dois milhões e meio de euros, Raul Ruíz e quatro horas e meia pelos cenários de Sintra. Eis a nova grande produção portuguesa, a participar no Festival de Toronto e de San Sebastian, com estreia nacional e internacional assegurada. Alguns dos que já viram, em França, chamaram-lhe "uma obra prima". A ver vamos.

Site Oficial.

Friday, July 9, 2010

Os Filmes dos Presidentes IV - António Ramalho Eanes

Não deverá ser surpresa a escolha do nosso primeiro Presidente da República eleito no pós-25 de Abril, ou não fosse António Ramalho Eanes militar (General) e não fosse O Resgate do Soldado Ryan um dos maiores filmes de guerra que temos connosco. Baseado na estória verídica dos irmãos Niland, é com vigorosa emoção e com sonhador e empenhado realismo (os próprios actores estiveram algum tempo no exército, como recrutas - experiência que garantem não querer voltar a repetir) que Steven Spielberg pinta o cenário dos últimos dias da II Guerra Mundial, contando a jornada de oito homens destacados para salvar apenas um: James Francis Ryan.

Os primeiros trinta minutos de filme são de uma mestria louvável. As dezenas de homens, que o director faz parecerem centenas, emergem de um silêncio perturbador para uma confusão de correrias, movimentações e estratégias, dando origem a um caos absoluto, nem sequer regular mas sim arritmicamente acelerado (onde nos é introduzida uma câmara tremida que nos acompanha o resto do filme e que muito contribui para o nosso envolvimento no mesmo). O plano inunda-se não só de um mar tormentoso e sufocante (com uma câmara que cessa tudo à sua volta, menos a imagem, quando submerge - pormenor belíssimo) mas também de gritos de morte ou de ordem, tiros de todos os lados, bombas e embates - o barulho exuberante e insuportável, a que se vai aliar uma música que quase nunca aparece (excepção feita para a nostálgica e pseudo-pacífica sequência em que os soldados ouvem Edite Piaf).

O céu carregado, a terra e a poeira, a chuva torrencial, e as vestes que envergam os soldados, as cores que os cobrem, escuras, com cinzentos que ameaçam rasgar-nos o coração, introduzem o tom cruel e desolador da guerra, injectado por entre imaginárias paredes metálicas e gélidas, compostas pelo armamento que os destrói, sustenta ou motiva.


No meio de tudo isto, apenas duas cores conseguem sobressair: o vermelho e o laranja. É o sangue que jorra dos buracos dos corpos, que se fixa em salpicos nas caras dos sobreviventes, que flui pelo outrora límpido areal, que tinge a água do mar de um vermelho agoniante, qual última ceia. É o fogo que queima a carne, o metal e o espírito, em nome da chama não só de uma nação mas também do Mundo.
São os dois tons que marcam o filme. Se pelo primeiro se narra o início da histórica vitória dos Aliados, pelo segundo narra-se uma epopeia de coragem, sacrifício, irmandade e dignidade - "Não percebo esta matemática, em que sacrificamos oito homens para salvar um.". Uma epopeia de motivações e limites do Homem - Upham, que se recusa a disparar sobre quem quer que seja, consegue salvar um soldados alemão da morte, libertando-o, o que nos deixa a interrogação "será que todos os soldados nazis defendiam uma causa ?". No final, acaba por premir o gatilho, assassinando quase à queima-roupa esse mesmo soldado, que se voltara a juntar aos compatriotas nazis, o que só nos complica o dilema da enunciada pergunta.

Uma obra épica que conjuga tudo aquilo que me agrada ver no cinema: uma mensagem profunda, ou não fosse este um sincero agradecimento à memória de toda uma geração a que se exigiu a democracia em que hoje vivemos e uma estória absolutamente contagiante, emotiva (o pathos) e narrativamente fantástica.

"I have here a very old letter, written to a Mrs. Bixby in Boston. "Dear Madam: I have been shown in the files of the War Department a statement of the Adjutant-General of Massachusetts that you are the mother of five sons who have died gloriously on the field of battle. I feel how weak and fruitless must be any words of mine which should attempt to beguile you from the grief of a loss so overwhelming. But I cannot refrain from tendering to you the consolation that may be found in the thanks of the Republic they died to save. I pray that our heavenly Father may assuage the anguish of your bereavement, and leave you only the cherished memory of the loved and lost, and the solemn pride that must be yours to have laid so costly a sacrifice upon the altar of freedom. Yours very sincerely and respectfully, Abraham Lincoln."

Avanço que terminarei a rubrica "Filmes dos Presidentes" com um último artigo, será "o meu filme", um dos meus favoritos.

Thursday, June 3, 2010

"Um Funeral à Chuva" com o apoio da Selecção Nacional

Tirando ali o Nani e o Eduardo, bem que podiam ter sido um bocadinho menos arrogantes.

De qualquer forma, excelente iniciativa por parte da equipa do filme.


Wednesday, June 2, 2010

Um Funeral à Chuva - Nova etapa no cinema português ?


"Um Funeral à Chuva", a primeira longa-metragem de Telmo Martins, é filmado exclusivamente na Covilhã e na Serra da Estrela e assume a titularidade da proeza de ser um dos primeiros filmes portugueses independentes a serem realizados sem qualquer apoio do Estado.

Em entrevista ao AnteCinema, o realizador confessou que tenta, com esta obra, estabelecer o meio termo de que o cinema português necessita, descolando-se dos dois extremos a que tem estado acorrentado: um cinema totalmente comercial e um cinema totalmente de autor, para um número restrito de apreciadores. Não podia estar mais de acordo. Aliás, parece-me uma ideia extremamente simples e realista: é preciso acabar com a superficialidade e futilidade de alguns filmes que por aí andam (chamo-lhe O fenómeno Soraia Chaves nua), mas também é preciso trazer as pessoas ao cinema, deixa-las com raiva, a chorar, com um nó na garganta, radiantes. Precisamos do público. O cinema tem de ser para o público. Se não, o que seria desta arte ?

Um grupo de amigos da faculdade reencontra-se ao fim de dez anos para chorar a morte de um deles, enquanto relembram, com nostalgia, tudo o que passaram. Uma comédia dramática sobre a profundidade da amizade.

Aqui seguem dois links para entrevistas relacionadas com o filme:

Telmo Martins (realizador), ao AnteCinema);
Luís Campos (guionista), ao JoãoNunes.com.

Deixo-vos também o promissor trailer.

Friday, May 21, 2010

Alice (2005)

Agora que julgo estar perto de poder ir ver "Como Desenhar Um Círculo Perfeito", de Marco Martins, parece-me bem fazer uma pequena viagem ao seu outro muito reconhecido trabalho - nacional e internacionalmente.

Alice, a filha de Mário (Nuno Lopes), desapareceu há quase 200 dias e o desespero e a quase-depressão dos pais assombram-nos todos os dias da sua vida. Mário, ao contrário da polícia, não descansa: todos os dias se levanta exactamente à mesma hora que no dia em que Alice desapareceu, come exactamente a mesma coisa, faz exactamente o mesmo percurso, vê exactamente as mesmas pessoas, faz exactamente as mesmas coisas (o simbolismo do cão de papel, que compra todos os dias a um mendigo, sendo a mesa cheia deles um dramático símbolo da inevitável passagem do tempo).

Por toda a cidade de Lisboa, em casa de vários conhecidos, monta câmaras de filmar, cujas cassetes muda todos os dias, para à noite assistir à movimentação de todos aqueles sítios, não vá a sua filha passar pelo perscrutador olho das objectivas. Toda esta premissa é muito interessante e para isso vêm a contribuir 1) os dois actores principais, Nuno Lopes e Beatriz Batarda (a mãe, Luísa), com interpretações de grande nível; 2) uma narrativa construída essencialmente em expressões faciais e corporais, em reacções, em imagens, em pormenores, em cores (o filme é, todo ele, em tons de azul, preto, cinzento e branco, o que reforça a ideia da tristeza e solidão) - muito intuitivo, muito visual.

É suposto ser uma estória triste, um retrato de solidão, de loucura, de desespero. Consegue, perfeitamente. O grande buraco no argumento poderia ser a questão que acho inevitável colocar quando percebemos as intenções de Mário: "porque raio é que a miúda haveria de estar em Lisboa ?". No entanto, interpreto isso como sendo nada mais do que um sinal dessa loucura e obsessão de que trata o filme.

O final deixa-nos uma mensagem que nos cai como uma bomba na consciência. Parece mesmo que, naqueles segundos finais, Mário passa pela filha na rua, sem se aperceber. E naquela multidão de gente, com que começa e acaba o filme (e que tantas vezes surge, como as filmagens no metro), ao longo de quase um ano, quantas outras vezes terá Alice passado despercebida nas suas barbas ?

Incrivelmente introspectivo.

Saturday, May 15, 2010

"Porque é que eles não se movem ?" *

Já é tradição: investido da sua imagem de 30 anos mais novo, Manoel de Oliveira é habitual presença no maior festival de cinema do mundo. Hoje, terceiro dia da 63ª edição, o emblemático e reconhecido realizador português viu estrear o seu último filme (o mais recente e que, ao mesmo tempo, assinala o final da sua carreira): "O estranho caso de Angélica".

Foi com boa disposição e vitalidade que, numa conferência, falou sobre a obra, ora em português, ora em francês. A premissa principal, que o assolou em meados da década de 40, já depois da II Guerra Mundial, é o relato da vida de um fotógrafo, Isaac, que fotografa a falecida Angélica, acontecimento que acaba por lhe assombrar a vida, quando a rapariga ganha vida no visor da sua câmara e despoleta uma grande paixão.

"A morte é uma condição. Desde que nascemos só temos uma certeza: a morte." (Manoel de Oliveira)

* A frase é de George Méliés, cineasta de tempos já há muito idos, num momento de inspiradora indignação face ao aspecto imóvel de uma imagem de uma fotografia. O próprio realizador português admite ter buscado inspiração neste bela síntese da incessante (e muitas vezes inconsciente) busca do homem pela fantasia.

Wednesday, May 12, 2010

Produtor português com o próximo filme de Colin Farrel e Marion Cotilard

Paulo Branco é um distinguido produtor de cinema que começou no curso de Eng. Química, no Instituto Superior Técnico, sem acabar o curso, acabando por se mudar para Paris, onde iniciou os primeiros contactos com o mundo de cinema.

Em 1999 foi membro do Júri no Festival de Berlim, mesmo ano em que recebeu uma distinção do Parlamento Europeu de "Melhor Produtor da Europa". Em 2005 foi membro do Júri do Festival de Veneza e foi condecorado com a medalha Oficial da Ordem das Artes e das Letras da República Francesa. É, além disso, o produtor que mais filmes apresentou nos dois referidos festivais, acrescendo para a conta o Festival de Locarno e o Festival de Cannes.

Actualmente, trabalha em Portugal e em França e conta com mais de 200 filmes produzidos (nos últimos dez anos, produziu cerca de 50 filmes portugueses).

Feita esta introdução, cabe falar do assunto que motiva esta mensagem: Paulo Branco vai produzir "Cosmopolis", um filme que vai ser dirigido por David Cronenberg e protagonizado por Colin Farrel e pela oscarizada Marion Cotilard. O filme é baseado na obra de Don DeLillo e conta a estória de um multimilionário de 28 anos que decide atravessar Manathan de limousine, para ir cortar o cabelo, o que acaba por o levar à falência. Soa a qualquer coisa de interessante.

Tuesday, April 6, 2010

Cinema: cá dentro.


INDIE LISBOA FILM FESTIVAL

Indie Lisboa Film Festival de 22 de Abril a 2 de Maio.

A 7ª edição do festival de cinema independente começa já daqui a cerca de duas semanas e abre com Greenberg, de Noah Baumbach (nomeado para Oscar de Melhor Argumento Original, com The Squirt and the Whale), que conta também com Ben Stiller, e com Fantasia Lusitana, de João Canijo.

Greenberg conta a história de Roger Green (Ben Stiller), um homem de 40 anos que (ainda) enfrenta uma crise existencial, por não saber o que fazer da vida. De notar que recebeu boas críticas no festival de Berlim, assim como a prestação do actor principal. No segundo, conta a influência que milhares de refugiados do regime nazi tiveram no nosso país e na forma como a população encarou a II Guerra Mundial.

Os cinemas onde podem comprar bilhetes e onde decorrerão as sessões são: Cinema City (Alvaláxia), Cinema São Jorge, Culturgest e Cinema Roma. A programação pode ser consultada aqui. O calendário deverá estar disponível Quinta-Feira, dia 8, sendo que os preços também estão disponíveis.

Sobre as categorias, podem ficar a conhecê-las aqui.

Para mais informações: www.indielisboa.com .


Ciclo Indie Lisboa - FNAC.
De 1 a 26 de Abril, 13 FNAC do país (Cascais, do Chiado, do Colombo, do Vasco da Gama, de Almada, do Algarve, de Braga, de Viseu, de Coimbra, do GuimarãesShopping, do MarShopping, do NorteShopping e de Santa Catarina) irão exibir alguns filmes da edição do festival do ano passado. A entrada é grátis e os filmes, bem como respectivos horários, podem ser consultados aqui.
Além disso, no dia 15 de Abril, os directores do festival farão a apresentação do mesmo na FNAC Chiado.


Ciclo de cinema na Reitoria da Universidade de Lisboa.
Já vai tarde, mas conta a intenção. De 30 de Março a 8 de Abril, a Reitoria da UL, em parceria com o festival, apresenta uma série de curtas e longas metragens da sua 6ª edição. A entrada é grátis e o programa/cartaz pode ser consultado aqui.


MANIFESTO PELO CINEMA PORTUGUÊS

Iniciativa de nomes respeitáveis do cinema português, desde a imensa experiência de Manoel de Oliveira, ao jovem talento João Salaviza, trata-se de uma petição em nome de melhores condições e de maior respeito e consideração pelo bom trabalho que se faz e pode fazer em Portugal, no mundo do cinema. O problema é que não há condições. Apesar de ser pouco mediático e não andar nas páginas dos jornais, também o Ministério da Cultura pouco tem feito para as coisas andarem para a frente. Leiam e assinem a petição.