Fazendo um precioso uso do silêncio, o filme flui, não a direito, mas navegando por entre ondas e correntes, e correndo o risco de ser incrivelmente paradoxal, sofre belíssimos picos de emoção pausada e serena. Recheados de momentos chave de uma família japonesa que, ao mesmo tempo que constituem uma vida normal para a sociedade em questão, são imagem e o desespero de uma vontade de gritar, um grito que permanece abafado. Sob a capa da honra, da lealdade e do compromisso, esconde-se o medo, a hipocrisia e a resignação. Uma crítica aos costumes conservadores da sociedade japonesa, um apelo à liberdade humana.
Friday, April 16, 2010
Tokyo Sonata (2008)
Fazendo um precioso uso do silêncio, o filme flui, não a direito, mas navegando por entre ondas e correntes, e correndo o risco de ser incrivelmente paradoxal, sofre belíssimos picos de emoção pausada e serena. Recheados de momentos chave de uma família japonesa que, ao mesmo tempo que constituem uma vida normal para a sociedade em questão, são imagem e o desespero de uma vontade de gritar, um grito que permanece abafado. Sob a capa da honra, da lealdade e do compromisso, esconde-se o medo, a hipocrisia e a resignação. Uma crítica aos costumes conservadores da sociedade japonesa, um apelo à liberdade humana.
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